quarta-feira, 18 de abril de 2012

Desabafo II

são as minhas lágrimas se espalhando pela tua jaqueta jeans e dissolvendo o teu cheiro, e os gatos da tv me jogando na cara tudo o que eu não sou pra você.
é toda essa jornada de não tentar deixar de ser quem eu sempre fui pra no final te voltar a ligar e dizer que eu também te amo: com o orgulho em frangalhos e os costumes espalhados pelos cantos -
can-sa-ço.
mais as gavetas vazias e as ligações não feitas e a porra do dia 18 - toda a merda da minha vida bagunçada parando pra você mastigar minha fúria e transformar em alimento pra tua pose. tua maldita pose.
e fraca.
ridícula.
vi-o-len-ta-da.
falando que a minha voz fina era cansaço. fingindo que o meu choro era resfriado.
indo dormir com os olhos inchados, engolindo a dor e o ciúme e as lágrimas.
vi-o-len-ta-da.
catando humilde os cacos do meu orgulho e fingindo interesse nas pilhas da tua calculadora -
somente satisfeita por conseguir voltar a tentar lamber e curar sozinha as feridas.

as minhas feridas que definitivamente são tuas agora.

5 comentários:

Lysha disse...

que cada segundo que a dor vá e volte numa onda de nostalgia e arrependimento, vá e volte também aquele velho ditado 'isso também passa'.

Anônimo disse...

não briguem crianças

emyhouseplus disse...

eita... a gente sofre quando ama demais. cuidado aí...

Marcelo R. Rezende disse...

Gosto da transferência. Não há como ser tão vítima de um homem, por tanto tempo.

Um beijo.

Mariana de O. C. disse...

Se não tem violência, não é amor.