quarta-feira, 13 de março de 2013

o Enamorado.

(escrito depois da leitura de O Natimorto, de Lourenço Mutarelli.)

veja bem, às vezes perco o rumo; às vezes viro monstro e me assombro, volto pro inferno, céu, armadura, buraco, loucura: sinto inveja da tua lógica que deixa tudo tão claro - diz pra mim que pra você eu fico simples, me explica racionalmente e faz eu ficar calma e límpida feito uma fórmula matemática. por favor. me dá teu controle e toma meu caos: troca de lugar comigo, deixa eu enfrentar a vida com essa tua paciência. por favor.
outra vez ouvi dizer que nós acabamos virando exatamente quem amamos e que se encontra longe, faz falta. talvez por sobrevivência, entende ? eu já fui fria e fugi de afeto - mas agora quinta-feira eu perco a razão e só no domingo eu encontro paz, então me diz, por quê ?!
esse par de olhos já me encontraram antes, tu sabes, e eu, imatura, julguei-os como dois sóis brilhantes. imatura, o par errado - o teu, certo agora, são terra: base pra eu louca, perdida em mim mesma -
tu me faz não perder o sentido, entende ? tu me faz não perder o rumo, me dá sanidade, me segura, me aquieta, me acalma. vê, meu amor ? me protege de mim mesma;
então não me deixa sozinha jamais: tenho medo de mim sem você. 


"É de humanidade que sofro."

Um comentário:

Mariana de O. C. disse...

QUE SAUDADE.
escorre paixão.