segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"pour qu'il te soit plus doux, pour qu'il te soit plus chaud."

toda a rima que eu ofereço pra toda a poesia que nós somos – no fim são só gritos abafados no travesseiro, vontade virando suor e a voz respingando desejo, meu amor arranhado no teu peito, teus beijos desenhando meus seios, nosso amor transformado em arquejos, tua firmeza acariciando minhas tremedeiras, nossos egos se enroscando e as minhas pernas derretendo nos teus braços, as paredes espiando meus arrepios e toda a sinfonia virando gemidos ao pé d’ouvido, os cachos que eu perco pelo teu corpo e as estrelas nos teus desaforos, tuas mãos perdidas no meu quadril enquanto teus olhos narram teu ardil, meus lábios separados de prazer e a tua luxúria querendo vencer.

depois dos parágrafos, do tango, da arrogância, do drama, dos floreios e da petulância, de qualquer jeito, somos somente você e eu.

3 comentários:

Caroline V. Peres disse...

Ótimo texto.

Mariana de O. C. disse...

INTENSO, como tudo que você escreve. Mas um intenso diferente, dessa vez, porque vem de um sentimento sublime e único. eu nunca o vi existindo fora de você.

Marcelo R. Rezende disse...

Apesar de tudo e de nada, do dito e do silenciado, nada importa senão a conexão.