domingo, 13 de novembro de 2011

ambíguo.

quando pensar em você fica obsceno e fugindo eu te dou qualquer amor ameno, insosso, opaco e fraco: eu visto os sapatos vermelhos e somente me rendo.

e eu vou te amar até o céu virar do avesso, até as estrelas do teu teto caírem e eu voltar pro ninho perdida de ti.

de qualquer jeito eu fui tua, e agora engolindo a angustia, sem lua e te adorando crua – eu disse que vou te amar pra sempre, eu vou te lamber mansa e te tragar nua, abater tua arrogância e vencer. mesmo que suja.

e ingrata, eu ainda te devoro: ávida, eu te afloro.

agora não é mais hora de desfazer-se da bagagem, afinal.



have some composure,
where is your posture? oh, no, no!
you're pulling the trigger,
pulling the trigger, all wrong.

give me envy, give me malice, give me your attention. ♪

Um comentário:

Mariana de O. C. disse...

ambiguidade deliciosa de se ler!