quinta-feira, 20 de outubro de 2011

dangerous animals.

então vem, meu amor.
com toda tua alma que transborda carinho e cura todo meu coração pesado quando é terça de tardezinha e nós tomamos café em sofás vermelhos – Chico tocando baixinho, Dostoievski presenciando toda a queda do “dois-canalhas-só-se-desafiando”. e as bochechas vermelhas e o rosto limpo: a minha alma que eu inevitavelmente te dava.

e eu não pinto quadro.
não componho samba ou sinfonia.

você só desamarrou meu corpete e bagunçou teu topete, feito um aríete levou todo meu ar e ganhou minhas rimas humildes. só humildes, meu amor. porque grandiosidade nenhuma se equipara ao tamanho do quanto eu sou feliz ao teu lado.
e é somente disso que eu preciso, meu amor.



et moi, étendue dans ce lit, je contemple ce que je t'ai donné de ma vie.  

3 comentários:

Mariana de O. C. disse...

transbordando não só amor, mas muito talento e sutileza. como eu amo a sua sutileza! PORRA!

Luna Sanchez disse...

Que delícia de ritmo! Adorei!

=*

Fil. disse...

Eu vi teus olhos.
Eles sorriam,

um tesão de viver!

amor é essas coisas.