segunda-feira, 29 de agosto de 2011

"so, the waves and i found a rip ride."

e então nós falamos do amor.
e eu lembrei do nosso suor –

e eu tive medo: eram teus olhos de charco e Chopin ao fundo –
é que é tão cedo.

e assim eu não encaro minhas unhas
sem lembrar das tuas fagulhas,
e lamber meus lábios
pra vivenciar teu afagos –

e as minhas mãos tremendo frias
querendo tuas nostalgias
e acariciando sempre tuas linhas
nas tardes frias de agosto:
e o passo já pressuposto,
vindo de qualquer amor decomposto.

e agora ser somente seu cigarro,
o mais forte de teu amparo,
pra te dominar compulsiva –

e somente cuidar da ferida,
que foi tua mordida
já dominando minha vida.


e estritamente tua quando foi estritamente meu.

3 comentários:

Fil. disse...

Teu verso é livre e leva esse nome com a propriedade da águia imponente.

Ai Hiller, você não cansa de me por em antifôlegos com tua escrita! Escreve um livro, publica, ascende e me autografa tua obra com uma marca de batom vermelho??

*--*

Marcelo R. Rezende disse...

O nosso problema é esse final: o estritamente fode com as nossas vidas, Verônica. Acho que nosso amor é muito pra dentro.

Mariana de O. C. disse...

é assim que eu quero morreer! hahaha, ta perfeito (: suas rimas, tristes ou alegres, sempre me pegam de surpresa.