sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

esclarecer.

 (pra ser lido ao som de na sua estante, pitty.)
V: és ou não ?
G: tu és, e não eu.
V: és surpreendente, céus, como és.
G: foi uma tentativa tua de me penalizar e me fazer cogitar a possibilidade de nós voltarmos.
V: quem aqui falaste em voltar ? não voltaremos, e isto sou eu que digo e determino.
G: e ele ? deve ser ele.
V: ele quem ?
G: ele gosta de ti.
V: não gosta; ele nem sequer existe, são histórias apenas.
G: e por que dizes que és ruiva ? não és ruiva.
V: são alter-egos, versões idealizadas e perfeitas que eu criei, não são reais.
G: ela não é perfeita.
V: no meu mundo ela é.
G: ela não é perfeita. ela sofre.
V: não sofre.
G: sofre.
V: a história é minha; e nela, ela não sofre.
G: tá bom.
V: por que não paras pra pensar sequer por um segundo ?
G: como é ?
V: é. não parou nem por um minuto e ainda age desta forma que simplesmente não faz sentido.
G: estou sendo só eu mesmo.
V: o que você realmente quer ? destruir com todo o nosso passado mentindo assim ?
G: eu não estou mentindo.
V: está. e está sendo cínico, arrogante e extremamente egoísta, és realmente ser humano ? e mesmo que eu soubesse que eras assim, ainda consigo me surpreender, mas toda a angústia passou, sabe quando há explosão ?, e sabes como sou explosiva, mas sobre explosões já acabou, és tão frio que até a minha intensidade de tudo se acaba quando chegas por perto. mas eu ainda tenho necessidade da verdade, algum dia poderei eu saber o porquê de estritamente todos os teus atos ?
G: não sei do que falas; somente não é igual ao começo, e é só isto que terás.
V: vai embora, saia da minha vida. eu te conheço mas não reconheço, eu ainda não sei lidar com tanto conflito, então sai, se afasta, fiques longe. és um hipócrita cruel e saibas que eu ainda sinto muitas saudades tuas, mas não ceda aos meus pedidos e continue indiferente ao meu desespero, pois eu te amo mas te quero longe de mim.
G: e vais ficar aí ? sozinha ?
V: vou. não sei fingir, não sei fazer de conta só para aparentar superioridade, então ficarei por aqui mesmo; talvez eu leia um livro, beba alguma coisa, aí quem sabe eu consiga te esquecer. vá. vá viver esta vida insossa que escolheste e me deixe aqui.
G: se cuide.
V: por favor, não há mais necessidade de mentiras.




qualquer semelhança com a realidade, principalmente sobre as iniciais, é mera coincidência do proposital.

somente me apropriei de uma sinceridade que justamente não lhe é natural, me desculpe pela avalanche de parágrafos diretos demais.

4 comentários:

Mariana de O. C. disse...

lindo, como sempre.
nem tenho mais palavras pra comentar aqui, sorry

Marcelo R. Rezende disse...

Arrebentou.
O final então.

Você é diva, fala das relações que a gente não pode mais recuperar como ninguém.

Beijo, bela!

Danii disse...

Não sou fã de fins, mas às vezes eles são necessários (ou não). Sei lá. É triste.
E não tinha música melhor para acompanhar com a leitura. Se encaixou perfeitamente rs (:
Bgs:*

Eric Schmidt disse...

perfeito *-*
suas palavras aqui foram indescrítivei! você tá de parabéns (: