sábado, 11 de setembro de 2010

xeque-mate.

você dá saudades do passado, onde tudo era claro, sincero e estabilizado, não se tinha chances e pronto, acabou; agora aqui não, eu somente não sei de nada. aliás, eu tenho medo de saber alguma coisa no que te diz respeito, você é tão igual, mas ao mesmo tempo tão diferente, eu não consigo te decifrar. mas eu não posso simplesmente te entregar de bandeja o meu afeto; é loucura, é suicídio, é errado. você me tira toda a vergonha que aparentemente eu deveria ter, você me tira toda a verdade que certamente eu deveria esconder, você me tira toda a fome que verdadeiramente me perturbava, você me tira todo o medo que inevitavelmente me assola, você me tira todo o sorriso que definitivamente eu pensava que tinha perdido, é inimaginável a injustiça que me persegue depois que você chegou, afinal. e em meio a tanta confusão, a tanta coisa desentendida, eu certamente que deveria controlar a minha necessidade de te ter por perto; bom, não preciso mencionar que eu falho miseravelmente neste caso.
o teu olhar me deixa nua, o teu toque me faz perder a cabeça e o teu sorriso me faz imensamente feliz, então vamos verônica, vamos nos deixar cair nesse abismo de incertezas e somente implorar para que, se houver um final cedo demais, haja uma cama-elástica no fundo, que te impulsione e te tire ilesa de toda essa insanidade que é sair de um amor errado e acabar indo parar em outro mais arriscado e idiota.

mas eu somente queria registrar aqui: eu não valho todo esse esforço. então, por favor, retire-se logo, não se demore, senão eu pensarei que a sua estada aqui será permanente.



ps.: nerds me destroem e ponto, não existe mais nada a fazer. 


quick, let's leave, before the lights come on,
'cos then you don't have to see,
'cos then you don't have to see,
what you've done.
 
until tomorrow! 
 i'll walk you up, what time's the bus come?

5 comentários:

Glecy disse...

é incrível como os nossos corações curtem o robe de mostrarem que são eles que mandam por aq!
e é realmente uma pena eles detestarem o caminho certo e sem dor (y)!
e a nós cabe somente a tarefa de o seguir por esse caminho, como cegos e mudos, esperando que o fim não seja de todo o ruim.

E talvez ele esteja realmente certo, em achar que esse não é o fim, e sim apenas um belo começo.

Camila disse...

Às vezes o medo toma conta da vontade, e a gente acaba deixando de lado todo o risco que se deseja tomar. Disso eu sei bem!
Adorei teu texto, de verdade :D
Bjs bjs ;*

Luiza disse...

" se houver um final cedo demais, haja uma cama-elástica no fundo, que te impulsione e te tire ilesa de toda essa insanidade que é sair de um amor errado e acabar indo parar em outro mais arriscado e idiota." baaaaah disse tudo, que genial '--'
adorei, beijos

Aldenir disse...

Gostei da ideia da cama elástica... rsrsrs! parabéns pelo blog. Estou seguindo! se puder e quiser siga o meu... bjos

http://vernaalde.blogspot.com/

Evelyn Ceinwyn . disse...

'' vamos nos deixar cair nesse abismo de incertezas e somente implorar para que, se houver um final cedo demais, haja uma cama-elástica no fundo, que te impulsione e te tire ilesa de toda essa insanidade que é sair de um amor errado e acabar indo parar em outro mais arriscado e idiota.''

è incrivel como no decorrer da nossa caminhada nos deparamos com essas situações: pessoas que nos roubam de nós mesmas, que furtam nosso amor para elas, olhares penetrantes, borboletas no estomago, e uma única certza, a da incerteza do futuro..
Nem tenho como falar mais sobre o que escrevestes, todas as letras me remetem a um tempo que eu pude viver, o abinegável abismo bom de se jogar penhasco abaixo, dos riscos..

Muito bom! Te admiro com minha alma querida Veronica.
Obrigada sempre por teu carinho, é uma força enorme.

Beijos<3