quarta-feira, 27 de março de 2013

amor.

o jeito que você reclama da minha letra, despreza meus filmes e critica minhas músicas -
como corrige meu inglês, me impede de roer as unhas e parece sempre estar no controle de tudo: eu odeio.
 tudo isso.
odeio quando você, de algum jeito, todo arrogante e filho da puta, aparenta ser melhor do que eu -
odeio as tuas musiquinhas sem-graça e o teu charme que sempre enrola a minha raiva. eu odeio o fato de você nunca ter ciúme de mim. odeio a tua paciência e a tua lógica política e matematicamente correta. odeio a tua vaidade e os teus olhos cerrados demais pra eu conseguir enxergá-los bem. odeio saber quando você mente e o jeito idiota que você fala quando está bêbado. odeio o teu ranger dos dentes que me acordam no meio da noite.
odeio tudo isso e todo o teu resto de falhas.

mas, meu amor, eu amo você: porque inacreditavelmente consegue juntar todas essas coisas que eu odeio e ficar insuportavelmente adorável.


"e sei que você vai me receber sólido e filho da puta, e aos poucos vai me provar que você é o porto-seguro e eu a galera enlouquecida, que eu sou a porra-louca e você a maravilha, eu sei, canalha, mas eu suportarei a humilhação para poder ver teus olhos e pensar: meu homem (..) sempre eternamente meu homem" - 
Arnaldo Jabor, Eu Sei Que Vou te Amar.

2 comentários:

Evelyn. disse...

Isso que vocês dois têm é sensacional.

Versos que eu fiz e ainda espero respota disse...

Haaaa mtoo, mto fodaa!! ;D

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