terça-feira, 3 de julho de 2012

Sartre e a tua vagabunda.

você arredonda todas as minhas pontas. e corta todos os meus espinhos. me molda pra fazer com que tudo o que eu sou, seja seu.

e tudo o que um dia eu fui, agora é teu.
tudo o que um dia eu senti, agora só é amor.
e irremediavelmente teu.

e você acaricia todos os meus devaneios. e acalma toda a minha violência. faz com que a sobremesa que era merda na cara dos outros, volte a ser doce. e você me toca como se já adivinhasse minha ardência. como se soubesse da minha falta de decência. me enreda nos teus gracejos como se eu fosse mendiga. e eu me curvo e me ajoelho e faço com que a minha falta de vergonha te sirva. e me esfrego até que minha obscenidade te atinja.
você revira toda minha calma e abençoa meus sorrisos. e assiste meus trejeitos e ganha toda a minha vontade. você recolhe minhas explosões e me tem mansa todo dia.
e me tem quente já agora.
e me tem insolente até lá fora.
e me tem tua. toda e qualquer hora.

Um comentário:

Lysha disse...

' e eu me curvo e me ajoelho e faço com que a minha falta de vergonha te sirva' eu não preciso dizer o quanto isto é incrível neah ? FANTÁSTICA !