domingo, 26 de fevereiro de 2012

Marcha Eslava.

eu te bebi e amanheceu.
te engoli pretensiosa, achando que sabia te manipular neutra, e acabei bêbada no chão do teu coração -

sobre claustrofobia acabar virando fetiche - me acolha sob tuas asas que eu vou te lamber com meu par de poços sem fundo feito vadia, enrolada num edredom do Mickey e perdendo o controle e a calcinha, esperando você vir forte feito trago de Marlboro vermelho e cega pela tua cortina de ternura que me enreda e me enfeitiça, porque sufoca mas vicia, eu finjo indiferença mas te quero dentro, sem plástico ou sarcasmo, lá dentro e descalço e fundo, pra violentar o intrínseco de mim e transcender aquilo que já passou de amor e afunda tudo aquilo que eu sou só pra te assistir desenvolto e arrogante, mendigar sinuosa e infantil cada parte do teu corpo só pra ver teus gemidos, exultante.
porque não é à toa o sorriso dos poços só aparecer pra ti.

3 comentários:

Mariana de O. C. disse...

perdi o fôlego.

Versos que eu fiz e ainda espero respota disse...

Fodaa!!!

http://www.luismacedo.com/textos/textos.php

Brunno Lopez disse...

Fazia tempo que eu não lia algo tão forte e abstratamente direto.

Que palavras agudas, flechas sinuosas que não poupam a vida dos fracos.

Fantástico!