sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

todo o amor com austeridade.

lembra de quando eu disse que a tua boca é o que dá leveza ao teu rosto austero ? você me chama delicadamente de tua boneca enquanto teus olhos me devoram indefesa – e você fala de ficção como se fosse fácil. mas entenda que eu só sei contar do que eu já senti. entenda que eu só sei falar do que eu já vivi: então vamos falar do meu amor por você gritando alto lá da anarquia de mim – porque depois da chuva, da árvore e da angústia, eu sempre volto pra debaixo das tuas asas, criança e mansa, adorando tudo que vem você, acariciando tuas histórias e me afogando nas tuas memórias: porque eu te amo quando passa da hora, quando o céu vira do avesso, quando eu perco a noção de quem eu sou e só sei gritar de desejo. eu te quero quando é janeiro e engulo todo meu atrevimento: e eu vou vestir sutileza pra colher tua destreza porca que me deixa desarmada. e tua – a gentileza me fazendo revoltantemente tua: portanto eu vou fechar os olhos e fingir delicadeza, vou apagar o passado e ouvir tua voz sussurrando coisa obscena como se fosse jardim dourado. porque eu já não sei mais quem eu sou. porque eu já estou gritando de desejo. e porque eu te quero. como no domingo passado: quando a tua pele queimava na minha e quem reclamava era só o baú e a cadeira.


take it with the love is given
take it with a pinch of salt
take it to the taxman
let me back, let me back
i promise to be good;
don't look in the mirror
at the face you don't recognize
help me, call the doctor;
put me inside
put me inside. ♪

2 comentários:

Marcelo R. Rezende disse...

Eu gosto desse amor brasa.

Mariana de O. C. disse...

Eu não sei o que comentar. Fico atônita com tanta intensidade...