domingo, 25 de setembro de 2011

café solúvel.

(escrito ao som de Neighborhoods. mesmo que te desagrade.)


e o teu corpo cheirando a Malboro vermelho.
e os teus versos curando meu coração ferido.
e minhas unhas arranhando teu colchão
enquanto teu peito sufocava meu gemido –

e as estrelas debaixo do teu teto.
e tuas asas protegendo minha alma.

e a tua voz sendo minha canção de ninar.
e o ‘eu te amo’ não dizendo metade da explosão dentro do peito.
e tudo aquilo que eu já te dei pra cuidar.
e o café solúvel fazendo efeito.

e as tuas mãos firmes segurando minhas criancices.
e os teus olhos refletindo toda a porra da canalhice.

e eu agora poderia acariciar teu sono.
e rezar pra vinda do outono.
e lhe sussurrar,
baixinho,
tudo aquilo que a minha veroniquice não me deixa falar.

e todo o desejo e saudade.
toda essa puta vontade
dizendo que eu já sou tua.

somente tua.

4 comentários:

Mariana de O. C. disse...

puta que pariu.

Marcelo R. Rezende disse...

Declaração é algo que me emociona.
Cê é foda.

J. Ríos disse...

Há tempos não lia algo que me emocionasse tanto assim...Não enxerguei apenas palavras, mas verdades...Imensamente lindo!

Abraços e uma ótima semana!

psrecuerdame.blogspot.com

Fil. disse...

sempre te imaginei assim, café solúvel... logo de manhã negro vício, culto vício.

aquece, desperta! Ah... veroniquices que eu necessito para fingir que a vida não é "café com leite".