quarta-feira, 8 de junho de 2011

S.O.S.

e meu bem, eu te remoí; às vezes bonito, às vezes nojento. sobre mim, eu queria te vomitar – veja bem, eu queria te abraçar, pra curar esse amor todo que anda se esvaindo.
não diz que é besteira, coisa da minha cabeça, me pega distraída e desce o barranco, me acene manso, diz que ela é nada e me morda quando o vento congelar tuas orelhas. te conservo feito tatuagem, a tinta preta manchando a coragem que enchia minha bagagem, ele é nada, ainda te adoro, feito o dia em que beijei sua pele fria pra despedida que ali começava.
esquecer é verbo inexistente, minha resposta é infinito quando a sua indiferença bate na porta, meu coração é hostil pra quem não usou meu nome no anelar direito, mesmo que frouxo, mesmo que só por 30, mesmo que insosso.

não deixa perder esse amor todo que você jamais vai receber de outra pessoa. isso não é um pedido. é uma súplica - não deixa eu me perder nesse mar de desconhecido, nesse carinho que destoa.

6 comentários:

Isabela Nunes Costa disse...

Tua profundidade me desarma.
Atordoada e completamente sem palavras com o teu ritmo.

A Escafandrista disse...

Que coisa mais linda, o texto é teu? Eu adorei, vou seguir. Bjs.

Brunno Lopez disse...

Toda súplica é melodiosa e argumentada.
Essa, mais ainda.

Marcelo R. Rezende disse...

Não se deixe perder por outros.
Se perca sozinha, meu amor.

Mariana de O. C. disse...

perca-se!

Franck disse...

Estou aqui, com o coração na mão...não sei se ele existe!
Bj*