domingo, 17 de abril de 2011

ato VII.

é que aquele vestido vermelho com gosto de ego demasiado revirou minhas entranhas e refez minhas façanhas. é que o amargo congelou a vida que saía dos meus lábios em forma de súplicas por carinho e outros olhos castanhos, outros mais escuros e enigmáticos, fizeram meu mundo tremer - levemente. depois que me despi de minhas feridas sobrou somente os espinhos. sobrou somente o gosto podre da queda repentina. sobrou somente o orgulho, não me culpe.

a janela está aberta. minha dor se encoberta, meu ácido está em oferta, só me refiz baseada em todas as costas que se viraram. e não distribua misericórdia. não é à toa que minhas unhas arranham e meus olhos te estranham, a sordidez alheia já me contaminou sem volta.

meus devaneios largaram aquele agosto e até 31 de outubro precisa acabar, afinal.



you look like you've been for breakfast at the heartbreak hotel.

3 comentários:

Mariana de O. C. disse...

"só me refiz baseada em todas as costas que se viraram." ME RESUMIU.
algumas coisas têm que morrer pra outras surgirem, afinal. é isso aí, gata! :*

Emoções disse...

Aos Poetas e Poetisas...

Poetas e Poetisas...

Nunca parem de escrever...

Quando paramos ...sucumbimos ao mundo...

Não podemos permitir que tamanha dor alcance nossas almas...elas merecem muito mais ...

Merecem fluir em meio às palavras...merecem encontrar à liberdade que o mundo não nos dá...

Evelyn Colaço . disse...

''é que o amargo congelou a vida que saía dos meus lábios em forma de súplicas por carinho e outros olhos castanhos, outros mais escuros e enigmáticos, fizeram meu mundo tremer - levemente. depois que me despi de minhas feridas sobrou somente os espinhos. sobrou somente o gosto podre da queda repentina. sobrou somente o orgulho, não me culpe.''

Não vou repetir que se parece comigo, pois contra fatos não há argumentos.
Apenas digo: os espinhos que sobraram ferem, eles fazem sagrar, e dói. ainda dói.