sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

uma tarde chuvosa no sofá, com brigadeiros e bebida barata natalina.

o vermelho conflitante, inquieto, esperançoso e intenso se acalma, numa clara atitude de aversão diante do branco gelo cruel e hipocritamente calmo. 

havendo ou não previsões de teus atos seguintes, eu somente te quero longe de mim; pois te conheço além da conta, meu caro, sei exatamente o que pensas. sei de tua indiferença cortante. sei de tuas mentiras egoístas. sei de teu raciocínio calculista e teu caráter arrogante. por isso tanto temi teu frio, lembra-te ? não use tuas já conhecidas armas comigo, portanto.

e estudando-te com intuito meramente didático, ainda assim me deixei cair na armadilha que tanto previa.

trocando seis por meia-dúzia, me fazendo a dar mais valor àquela voz baixinha da intuição, os aprendizados que aqui se encontram não deixam de ter gosto amargo, que não mais escorre, mas conforma do jeito mais irritante e cinza possível; o ato violentíssimo que acaba num suspiro sem-graça.

enfrentei trilhas sonoras de filmes franceses, teu jogo e teu frio, fotos de rostos colados, todos os tipo de distrações possíveis; a borboleta finalmente cessou o voo. o defeito da experiência adquirida, é a tranquilidade plena que trás consigo; eu finalmente não tenho mais nada a temer.

e todo o cheiro de conclusão e lições aprendidas que estas minhas palavras exalam, já deixa claro que o que se encerrou num impulsivo e anestesiado 27 de novembro está acabando somente agora por aqui, levando embora todas as unhas roídas de saudade e toques gelados que algum dia já arrepiaram esta pele que trás sentimento demais em sua flor.

talvez no próximo dia 11 te mandarei minha última despedida.

te pedi muito, me retornastes pouco, te dei sentimento demais, me respondestes falsamente, e quando só descrença me domina quando tocam em teu nome, me despeço, escrevendo uma sonora e clara exigência, somente:

permaneças longe. muito longe de mim.
xoxo.





mas quem se atreve a dizer que, mesmo depois de tudo, o vermelho perdeu a vida, afinal ?

5 comentários:

Mariana de O. C. disse...

ia postar mas parei tudo pra vir ler aqui.......
maravilhoso, como sempre.
é bom mesmo escrever algo do gênero quando a gente precisa se livrar de algo, né......... apesar de doer, faz efeito no final! :*

Luana disse...

Seguindo =)

Yohana d'Arc disse...

Incrível como nos transmite a ess~encia do que escreve, e como escreve! Adorei, adoro!

Marcelo R. Rezende disse...

E eu quero ter um livro seu na minha estante.

Marina Sena. disse...

muito sentimento..

até,

bjo, bjo, bjo...