sábado, 9 de outubro de 2010

a tua pseudo-proteção virou o meu novo vício.

(escrito ao som de miss you love, silverchair)
as lágrimas de ontem podem até ter sido exagero meu, mas o desespero que é te ter longe de mim dói mais do que qualquer dependência que ultimamente eu ando adquirido.

saudade é a vontade de um toque, a falta de um abraço; é a necessidade de um olhar, a precisão de um timbre de voz invadindo os teus ouvidos, é o ato de uma pessoa ausente fazer o teu dia melhor só com um sorriso.

previsões astrais só nos desencoraja, inseguranças em geral fazem o meu mundo despencar, músicas aflitivas preenchem madrugadas cheias de soluços e sobre o perigo que era mergulhar nos teus braços eu já nem devo mais me preocupar; o leite já está derramado.
e eu não posso afirmar se o prêmio já é teu, afinal; não se deve comparar um ano e meio com um mês. mas o meu travesseiro permanece úmido e já desconfia que emocionalmente isto não será tão rápido, como era de se esperar de dois arianos.

aquele seu olhar de perdido, no meio de inúmeras araras com roupas, não sai da minha cabeça.
e a torta de limão de hoje à tarde tinha gosto de saudades tuas.



e sem você aqui é mais incômodo que a ausência de um braço.

2 comentários:

Luiza disse...

sim, saudade enche o saco, e os olhos - de lágrimas. você descreveu o que muitos passamos, é fácil de se identificar. beijos

Evelyn. disse...

Saudade não é notar a falta e relembrar de como era. Saudade é olhar para o lado e perguntar CADÊ?.
Lindo, você está escrevendo cada vez melhor.