segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

sobre 2011.

2011 foi o ano da volta que o mundo dá que todo mundo fala. foi o ano do destino rindo da minha cara, atirando ironia na vida sem dó. ganhei unhas compridas, aprendi a beber, recuperei meu orgulho, so-bre-vi-vi. até vi gente me amar sem eu conseguir corresponder.

e só pra falar que a calcinha branca do ano novo passado fez efeito só se foi pro vizinho, porque o que menos eu tive nesse ano foi paz e tranquilidade.

nesses 365 dias eu até posso ter acordado arrependida, mas definitivamente não fui dormir na vontade: e olha que foi o ano que menos me acumulou peso na consciência. eu sobrevivi e fui viver dos restos que tinham me sobrado. e, modéstia à parte, me refiz daqueles pedaços sofridos e amargurados, e fiquei mais forte que nunca: descobri que coração quebrado não impede de você acordar no dia seguinte respirando e respondendo naturalmente a fatores externos - como dizia meu bom e velho amado Nietzsche, "o que não te mata, te fortalece".

e se o mundo for realmente acabar nesse ano que está vindo, eu diria que 2011 foi uma boa despedida; porque foi ano de viver um pouco de tudo: dor, perda, saudade, vazio, piedade, amargura e finalmente amor de novo. porque é, mesmo depois de ter vivido um inferno, a gente sempre acaba amando novamente. mesmo depois de ter descoberto o egoísmo das pessoas, a gente sempre acaba se encantando por alguém novo. ou, no meu caso, não tão novo assim.

eu amadureci, de qualquer jeito. em 12 meses, parece que eu vivi uma década. e minhas olheiras estão aqui pra não me deixar mentir: eu vi que a gente precisa passar por tudo isso que nós passamos. eu aprendi a não temer mais o futuro. resolvi enfrentar sofrimento de frente, sem medo, porque agora eu sei que por mais doído que seja, ele sempre passa. tudo sempre passa: e só nos resta nós mesmos, cheio de erro e decepção, simplesmente seguindo em frente.

portanto em 2012, eu vou continuar seguindo em frente: vivendo tudo o que tiver que viver, passando por tudo o que tiver que passar - 2011 me ensinou a não me envergonhar de tudo aquilo que eu sou e que eu fiz: porque agora eu sei que eu sou feita de tudo aquilo que eu vivo. e eu jamais vou negar o que eu já passei, jamais eu vou negar o que eu fiz. mesmo que errado. até porquê, muita coisa pode ter mudado esse ano, mas o que eu definitivamente acredito que não vai mudar é essa minha incapacidade nata de fingir.

então assim, eu me despeço de 2011. humana e sobrevivente.
e desejo um bom 2012 a todo mundo.

4 comentários:

Mariana de O. C. disse...

o velho e bom estilo verônica de fazer o balanço de um ano. ler coisas assim me dá esperança, de verdade.
obrigada.

Fil. disse...

Ah,

O que é bem verdade é que o que você escreve me serve de adubo. Da vonta de correr entre as palavras e plantar minha alma... Quem sabe floresce uma rosa, uma orquidia, uma erva daninha? Quem sabe eu sou puro espinho.

Ah,

Eu acho que eu te preciso.
Porque morri para a escrita. Todo o dia eu morri.

:/

Luis Macedo disse...

Obrigado 2011, Boa sorte 2012!

Como sempe mandando mto bem! ;)

http://www.luismacedo.com/textos/textos.php

Marcelo R. Rezende disse...

Verdadeiro esse relato seu.
E que 2012 você tenha espaço suficiente pra mais fingimentos, orque são lindos e eu amo.


Beijo gostoso dum fã seu.