segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

fingido e remoído.

o bico dos seios não se eriçam como antes, seja culpa do descomprimisso ou do desconhecido; mesmo havendo luxúria, mesmo havendo explosões e álcool, tudo parece fumaça, tudo se resume em ressaca, os sapatos continuam voltando sujos de lama e cobertos de vingança.

não culpemos a esperança por se tornar amarga e obscena.

feito noticiário de rádio no volume baixo a vida segue, enquanto a chuva entristece e os óculos sem lentes pousam na ponta do nariz entediado.

as memórias pesam, os olhos esperam e as pernas se recuperam, tudo tão somente num estupor ocre e vagabundo, consolado por unhas compridas e versos cantados, preenchido por sutiãs úmidos de vodka, gemidos escarlates e bico dos seios que não mais se eriçam como antes.




quartos de hotel
rá, alguém que se perdeu
se você perguntar o que eu fiz
se você quer saber o que eu quis
ah, o tempo passa e eu penso demais
pra dizer ao vento que me satisfaz
tanto faz
o tempo passa e eu penso demais
pode ser que eu tenha te deixado pra trás
e eu sigo
e eu minto
e eu sinto.

4 comentários:

Mariana de O. C. disse...

muuuuuuuuuuito bom!
ciclos viciosos sao assim.

Veronica Rodrigues disse...

E depois vem dizer que o que eu escrevo é foda. aiai.


ps. esse comentário acima excluído fui eu que comentei pelo blog do boy, sem querer :x abafa!

beijo.

Fernanda Hauptmann disse...

acho que foi o que eu mais gostei até hoje!

Yohana SanFer disse...

Sempre que volto aqui me deparo com linhas muito bem escritas e a criatividade e autencidade em alto nível! Parabéns moça!